Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

Concurso de Fotografia do XV Encontro de Blogues e Fotógrafos

De acordo com o Regulamento do Concurso de Fotografia do XV Encontro de Blogues e Fotógrafos Lumbudus, o Júri do concurso decidiu por unanimidade atribuir um primeiro prémio, um segundo prémio e dois terceiros prémios. Também por unanimidade decidiu ainda atribuir quatro menções honrosas.

 

1º Prémio – Humberto Ferreira

 


 

2º Prémio – Tânia Oliveira

 

 

3º Prémio – Almor Doutel

 

 

3º Prémio – Humberto Ferreira

 

 

Menções Honrosas para:

 

Menção Honrosa - Carlos Silva

 

Menção Honrosa - Carlos Silva

 

Menção Honrosa -  Humberto Serra

 

Menção Honrosa - Tânia Oliveira

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 23:38
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Sábado, 16 de Julho de 2011

Ainda o XV Encontro de Blogues e Fotógafos Lumbudus

Artigo publicado no Semanário a Voz de Chaves na edição de 15.Jul.2011, assinado pela Jornalista Sandra Pereira (as fotos são de sua autoria).



Encantos paisagísticos, instantes fotográficos, pausas literárias e muito convívio no XV Encontro Lumbudus.

 

A associação Lumbudus realizou o XV Encontro de Blogues e Fotógrafos, que desta vez percorreu os trilhos das aldeias de Soutelinho da Raia, Calvão e Castelões com a missão de transportar o convívio da internet para o mundo real. Foram ainda apresentados cinco livros de autores flavienses e da região que falam de nós, transmontanos.

 

 

 

Provocar o disparo de uma máquina fotográfica motivado pelo deslumbramento de um encanto mais bem guardado do património e paisagens transmontanos é a base de qualquer Encontro de Blogues e Fotógrafos Lumbudus. No passado sábado 9 de Julho, o 15º reuniu cerca de 35 fotógrafos, blogueiros, escritores e amantes da natureza, convívio e boa mesa regional, onde não faltou vinho de Valpaços, pastéis de Chaves, bola de carne e caldo verde.

 

O dia começou pela manhã com uma romagem em direcção ao Santuário de São Caetano, seguindo depois o grupo para a aldeia de Soutelinho da Raia. Após uma paragem em Calvão e antes do aconchego dos estômagos no Santuário da Nossa Sr.ª das Necessidades, em Castelões, ainda houve tempo para apreciar (e fotografar) o rico, tradicional e secular património da aldeia: a Igreja, o forno comunitário e o cruzeiro. Com o verde da flora do santuário e o amarelo sol a raiar como pano de fundo, a tarde foi dedicada à cultura com a apresentação de cinco obras de escritores com uma característica comum: os devaneios sobre a região e modos de ser e falar transmontanos.

 

Armando Sena, autor do Blog Pedome (aldeia do concelho de Valpaços) apresentou “Na Demanda do Ideal”, um romance inspirado em factos reais que retrata o “salto” da imigração ilegal para França nos anos 60. “Conta os contratempos e a fome que havia nestes tempos”, especificou o autor do livro, que reúne termos típicos e trasmontanismos “para não serem esquecidos”. Depois, Carlos Silva apresentou “Munditações”, uma obra que junta as suas fotografias (que vão voltar a ser expostas na Adega Faustino) com textos e poemas de vários autores, escritos em oito línguas ainda hoje faladas na Península Ibérica.

 

 

 

“Zerbadas em Chaves”, de Gil Santos, foi o livro que se seguiu. Entre as várias definições usadas para descrever a obra, destaque para “uma espécie de esgotos das nossas misérias” ditas com “dizeres nunca ouvidos em lado nenhum”, alguns incluídos no glossário final com 430 termos. “Zerbadas” – que significa uma carga de água que refresca em tardes de muito calor – tem personagens, caricaturas e um sotaque transmontano, sendo por isso “um grito contra o isolamento do Interior”. “É um conjunto de estórias para fazer os transmontanos felizes e para ler ao serão, junto à lareira e em voz alta”, rematou Gil Santos.

 

Já João Madureira apresentou “Crónica Triste de Névoa”, um livro que fala dos flavienses do século passado, misturando tristeza, pobreza (e a nobreza dos sentimentos que ela encerra), fé, religião e vida. “Falar de Chaves é quase falar sobre o universo. Ao falar da minha terra, consegui fazer ficção científica!”, rematou o autor associado da Lumbudus. Por último, Luís Fernandes falou do seu conto “Missa de 7º Dia”, uma história de amor flaviense com esperas apaixonadas no Largo do Arrabalde e na esquina da Pensão Rito.

 

Usar os blogues para sair do anonimato

 

 

 

A história da Lumbudus começou na internet, ligando, através dos blogues, fotógrafos e amantes da escrita dos concelhos do Alto Tâmega e Galiza. Não demorou muito a marcarem-se encontros nos restaurantes de Chaves, mas há três anos o convívio tornou-se nómada com uma primeira incursão à aldeia de Segirei, recorda Fernando Ribeiro, presidente da direcção da Lumbudus, que conta já com cerca de 60 membros. “Vivemos muito no mundo virtual da internet, onde costumamos encontrar-nos todos os dias, mas só nestes eventos é que temos a possibilidade de estarmos todos juntos e transportar para a realidade o convívio que temos na internet”, explica.

 

Hoje, o Blog Chaves, da autoria de Fernando Ribeiro, conta com sete cronistas/ensaístas/contistas/escritores colaboradores, quatro já com obras editadas. Remando contra o “lobby da literatura” apoiado pela comunicação social, com os blogues “temos uma boa oportunidade para que os nossos autores saiam do anonimato”, considera Fernando Ribeiro, que acredita que a maior parte das pessoas da região não se interessa pela literatura local porque a desconhece e não tem meios de a descobrir. Uma realidade que é agora transfigurada pela blogosfera. “Os blogues têm uma grande importância na divulgação do mundo local. (…) Ainda há muita gente por descobrir e são uma boa maneira de mostrar aquilo que escrevem” e as fotografias que capturam, remata o blogueiro e fotógrafo da Lumbudus.

 

 

A findar o XV Encontro Lumbudus, foram atribuídos os prémios e troféus do concurso fotográfico, com o tema “Património Rural”, realizado no último encontro, que decorreu no concelho de Valpaços. O próximo será em Vilarelho da Raia e o do Verão 2012 vai rumar aos territórios dos “nuestros hermanos” galegos.

Sandra Pereira

 

À procura de uma sede


Com pouco mais de um ano de vida, a Associação de Fotografia e Gravura Lumbudus tem conseguido atrair novos membros todos os meses e garantir dois espaços para exposições regulares: um no pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e outro no Arquivo Municipal, onde têm mostras agendadas a partir de Setembro até final do ano. Contudo, “ambos os espaços são pequenos e dão para expor 20/30 fotografias. Quando as exposições são maiores e o nome associado também, vamos para a Biblioteca Municipal”, refere Fernando Ribeiro, presidente da direcção, que lamenta que a associação não tenha uma sede. “Estamos limitados, mas somos uma associação jovem e com o tempo esperamos arranjar um espaço nosso, onde possamos ter as nossas coisas, não só exposições, mas venda de fotografias”, conclui. O próximo passo é harmonizar o nível dos fotógrafos associados, de modo a programar futuras formações na arte da fotografia com profissionais reconhecidos a nível nacional ou até internacional.

S. P.

 


 

Só para fazer justiça, pois o agradecimento já foi feito no post anterior, o vinho do encontro era da Quinta de Arcossó e não de Valpaços, como é referido no artigo.

 

(F.R.)

 

publicado por Fer.Ribeiro às 01:00
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Domingo, 10 de Julho de 2011

XV Encontro de Blogues e Fotógafos Lumbudus

 

Com programa simples mas intenso, realizou-se o XV Encontro de Blogues e Fotógrafos Lumbudus.

 

Tal como programado às 9 da manhã a romagem foi em direcção ao S.Caetano onde se fotografou com todas e por todas as intenções. Todas boas e a visita ao Santo fez com que a chuvinha que parecia ameaçar os cliques fotográficos desse lugar ao sol e um pouco de calor. S.Caetano com dotes de S.Pedro que os presentes agradeceram.

 

 

Já em Soutelinho da Raia a romaria distribui-se pelas ruas de uma aldeia sempre interessante de visitar. Houve quem quisesse confirmar se os marcos da “fronteira” estavam no sítio, quem tomasse o primeiro café do dia, quem provasse o líquido de Baco da colheita do ano acompanhado da linguiça que sempre está por perto da pipa, quem desse dois dedos de conversa, quem recordasse os tempos de escola e catequese por entre o casario abandonado e não faltou o trio do cavalo cego de um olho sempre acompanhado pelo amigo cão e o dono que faz sempre questão de fazer a delícia dos fotógrafos. Claro que à nossa boa maneira os 15 minutos de visita duraram mais de uma hora, mas ninguém reclamou, aliás com os ares lá do alto do planalto do Larouco depressa se esquecem os relógios pois o que interessa é cumprir com a visita, e foi cu(o)mprida com direito a digestivo para o almoço de que alguns já falavam.

 

 

Mas programa é programa e não se dispensou um olhar ao Larouco, mesmo não se mostrando em toda a sua imponência e plenitude, pois a neblina dos cumes teimou em mostrar-se residente deixando escondidos os segredos mais altos como se um Deus ainda se tratasse.

 

 

Cumprido o olhar desceu-se a encosta em direcção a Calvão onde o tempo fica sempre curto para se poderem registar todos os olhares de uma aldeia que tem os seus abandonos, é certo, mas que ainda mantém a sua integridade do casario, pois quanto a gente nas ruas, já se começa a não estranhar a sua ausência, mas mesmo assim, ainda aparecem os rostos da resistência que alguns fotógrafos tanto gostam de captar.

 

 

Castelões fica ali ao lado e foi para lá que se continuou. Em Castelões há sempre gente com muitos rostos da resistência que se repetem em todas as aldeias de montanha mas que fazem sempre questão de se mostrarem e nos mostrarem o seu património. A Igreja, o secular forno comunitário, o curioso cruzeiro (pintado) não menos secular, faziam a delícia de uma aldeia que é grande - diziam alguns que pela primeira vez a visitavam. Uma aldeia grande que graças a alguns estômagos de exigência mais necessitadas e meios engaranhados nos faziam lembrar que lá dos lados da N.Srª das Necessidades ou do Engaranho desciam aromas convidativos interrompendo e deixando a visita a toda a grande aldeia para uma próxima oportunidade.

 

 

Claro que era no Santuário da N.Srª das Necessidades que estava previsto satisfazer as necessidades do estômago, por isso alguma pressa de alguns que foi aceite pela menos pressa dos restantes, mas tal como diz o servidor do restaurante onde costumo ir, só há pressa enquanto a comida não está na mesa, depois, depressa se esquece a pressa e, ainda bem (digo eu) pois é sinal que a mesa é boa, e a nossa não desagradou.

 

 

 

 

 

Para o período da tarde estava programado o momento cultural de apresentação de 4 livros que acabaram por ser cinco. Como dizia um dos autores, uma maneira diferente de todos escreverem sobre o mesmo, ou seja, sobre nós, sobre a nossa região e ser transmontano, sobre a nossa interioridade.

 

Armando Sena, autor do Blog Pedome (Concelho de Valpaços) apresentou o romance “Na Demanda do Ideal”. Um romance baseado em factos reais, polvilhados com eventos ficcionados tendo como base o “salto” da imigração ilegal dos anos 60.

 

 

Gil Santos apresentou de seguida as “Zerbadas em Chaves” e desde logo lembrou uma das suas estórias, a do “retrato rasgado” onde a mesma emigração ilegal era focada, no meio de tantas estórias que fazem também a história de Chaves. São as estórias de Gil Santos já bem conhecidas da blogosfera flaviense e que tem o dom de encantar quem as le. Pena que a apresentação do seu livro em Castelões não tivesse contado com o discurso de José Machado pois ele faria lembrar a todos os presentes que as estórias e o glossário nelas utilizadas são a nossa identidade, somos nós, tal como as Zerbadas das quais todos nós lhe conhecemos o aroma e que é tão nossa tal com a nossa névoa.

 

 

E Foi com a “Crónica Triste de Névoa” que se seguiu, como quem diz “Crónica Triste de Chaves” porque a cidade da névoa e a névoa, é a mesmíssima que corre no sangue de todos os flavienses. Um livro que foi reapresentado dado o sequestro a que esteve sujeito e que aparece de novo entre nós oito anos depois ter conhecido a luz. É também um livro flaviense que fala dos flavienses do século passado, quase do mesmo tempo, ou mesmo do mesmo tempo, em que aconteceram as estórias do Gil Santos e os "pulos" da “Demanda do Ideal” de Armando Sena.

 

 

Antes da “Crónica Triste de Névoa” o Carlos Silva tinha apresentado o seu “Munditações” com textos peninsulares, pois nele aparecem textos e poemas escritos em todas as línguas ainda hoje faladas na península ibérica. Uma colectânea de textos e poemas de vários autores ilustrados com fotografias de autoria de Carlos Silva. Um livro para ler e ver onde a cidade de Chaves também está presente.

 

 

À margem do programa apareceu a “Missa de 7º Dia” de Luís Fernandes, uma estória de amor flaviense que curiosamente também passa por Pedome embora viva quase toda a sua acção entre a Igreja Grande e a Madalena, com muitas esperas apaixonadas no Largo do Arrabalde e na esquina da Pensão Rito.

 

De uma assentada só apresentaram-se 5 livros de outros tantos autores flavienses e da região onde todos eles falam de nós. Pena estarmos tão distantes de Lisboa e dos lóbis da literatura, tão longe da imprensa mediática e etc. Uma palavrinha para o semanário “A Voz de Chaves” que nos brindou com a sua presença e com a simpatia da sua jornalista Sandra Pereira.

 

 

E já que entramos em maré de agradecimentos não podemos esquecer a contribuição para este encontro convívio daqueles que nos brindaram com os seus saberes e sabores, começando pela Quinta de Arcossó que cuidou das nossas necessidades de um bom vinho das afamadas terras de Arcossó e que já se encontra entre os melhores vinhos nacionais, passando para o indispensável pastel de Chaves que faz sempre uma boa mesa flaviense e que os “Prazeres na Loja” no Largo do Anjo fazem que estes encontros de blogers e fotógrafos não possam passar sem eles, à Padaria do Zé, à sua bola de Carne e pão centeio que tantos flavienses tem habituados com a sua mestria, à Comissão da N. Senhora das Necessidades que nos disponibilizou o espaço e o serviço para satisfazer as nossas necessidades gastronómicas, com uma palavra de apreço ao Júlio Cabeleira, elemento da Junta de Freguesia que desde logo se disponibilizou para que este encontro fosse possível, ao Blog de Castelões que fez parte da organização deste encontro, à Câmara Municipal de Chaves que possibilitou que todo o grupo andasse junto com a disponibilização de transporte mas também dos prémios para o concurso de fotografia que decorreu durante o encontro e, aos nossos amigos galegos que já fazem destes encontros também os seus encontros.

 

 

E fica assim aqui a “fotografia de família” e um pouco do que foi o XV Encontro de Blogues e Fotógrafos Lumbudus, o encontro de verão pois ainda este ano irá acontecer o encontro de Inverno, o XVI que já está agendado para a freguesia de Vilarelho da Raia, contando já que o próximo encontro de Verão (2012) irá acontecer na vizinha Galiza em local ainda a determinar mas que os nossos amigos Galegos sabiamente saberão escolher.

 

 

F.R.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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